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"Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você..."

Desde a infância, ouvi dizer que paixão é aquele frio na barriga, coração disparado, suor frio e mãos trêmulas, mas dizem que ela dura pouquíssimo tempo, que depois de não sei quanto tempo deixa de ser paixão e acaba se tornando amor. Dizem que amor é um sentimento mais profundo e que não dá essa sensação de borboletas no estômago e tudo que a paixão nos traz. Dizem que o amor é um sentimento maduro e que você para de ter insônia por causa da pessoa. E dizem também que mais de três meses apaixonada pela mesma pessoa já pode ser considerado amor. O que dizer sobre anos apaixonada pela mesma pessoa? Começa como uma história qualquer, duas pessoas, de um mesmo círculo de amizades, que acabam se envolvendo. Normal, né? Tudo sempre começa assim, parece clichê, uma história como todas as outras que, no fim das contas, acaba não dando em nada... Mas essa "é uma história que se complicou, eu sei bem o por quê". Eu me envolvi de uma forma que não era esperada, me entreguei, mergulh...

Continuarei amando você

Jamais me imaginei sofrendo por amor ou decepção... E aqui estou, ouvindo "Still loving you" do Scorpions, com vários copos de Jack Daniels e maços de Hollywood jogados ao redor. O bizarro não é o fato de estar embriagada e cometendo suicídio a longo prazo. O estranho é saber que, cada vez que trago um desses cigarros e, consequentemente, me mato aos poucos, todos os pensamentos me levam a uma única conclusão: você. Eu, que jamais quis sentir algo por alguém, eu, que nunca quis ser intensa, eu, que sempre odiei essa história de densidade emocional, estou aqui, mais uma vez, sendo profunda ao extremo, profunda a ponto de, entre soluços, só conseguir pronunciar um nome, o seu nome. Sim, isso dói. Talvez, a dor física fizesse com que as dores da alma cessassem, mas sou masoquista a ponto de querer sentir cada pontada de dor o mais profundamente possível. Sacos de pancadas, cortes nos pulsos, anti-depressivos, drogas, análises, guitarras e copos quebrados... nada disso jamais f...

A gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre...

Quando estamos juntos com alguém, começamos a criar um universo paralelo no qual só os dois habitam, criamos uma realidade que, para os dois, seria a história de vida perfeita. Depois de anos morando com a mesma pessoa, cria-se um sentimento de dependência fora do normal. É como se sua vida não fizesse sentido caso essa pessoa não estivesse contigo. As coisas comuns perdem a graça, porque no fim do dia você não vai poder compartilhá-las com quem gostaria. Quando resolve-se morar junto com outra pessoa, a intenção inicial é de que seja para sempre, afinal, se não fosse, por que moraríamos juntos? O problema é que nem sempre é, pois, muitas vezes, quando se mora junto é por causa de uma viagem, um intercâmbio, uma viagem rápida com a pessoa, entre outros motivos, sendo todos passageiros. E, sendo esse o caso, pode preparar-se, pois o fim chega rápido, até demais. Digo isto por experiência própria... uma vez, fiz intercâmbio para a França e dividi um apartamento com um amigo (até en...

Medo do mar

Desde criança, sempre tive medo do mar. Toda vez que minha família decidia viajar para uma cidade com praia, eu ficava desesperada. Ninguém nunca entendeu, afinal que criança não gosta do mar? Brincar na areia, tudo bem, mas entrar na água me deixava um pouco em pânico. Quando chegava na praia, todos os meus primos iam para a água correndo e eu ficava lá na areia, sentada, observando tudo e construindo e destruindo meus castelos de areia, que mais pareciam uma metáfora de como eu me sentia com relação ao mar, quando eu o construía, representava minha coragem em ir até a água, mas era só a água molhá-lo um pouquinho e a coragem desmoronava. Ao chegar na adolescência, desisti de ir à praia, afinal, o que eu faria lá? Mas a família nunca entende, então tive que ir muitas vezes ainda. Ficava sentada, embaixo de uma sombrinha, lendo um livro qualquer ou então colocava várias músicas no MP3 e fazia dos fones meus melhores amigos. Depois de um mês de férias na praia, decidi que teria qu...

(De)(coração)

Ei, como você vai? Estou melhor agora, obrigada. Deixa eu te dizer uma coisa? Quero estar com você em todos os momentos. Sendo eles bons ou ruins. Pode me chamar para cada festa, cada noite à toa, cada sorriso idiota, cada lágrima, cada momento de dor, tristeza e sofrimento. Pode me chamar sempre que você quiser. Sempre que precisar de uma companhia, para qualquer coisa, estarei aqui. Tenho uma ideia, podemos montar um balão, juntar milhões de bexigas coloridas e pipas e voar por aí. Topo ir para qualquer lugar, desde que esteja com você. Ei, só quero deixar claro que, com você, eu iria para qualquer lugar do universo a qualquer momento... Outra coisa: se algum dia estiver ruim, meio cinza, meio estranho, é só dar um grito que te ajudo a decorá-lo na mesma hora, nada que um pouco de fita colorida não resolva. Tá bom? Posso parecer meio maluca, meio excêntrica, às vezes, mas é que, na verdade, sou só eu mesma, sendo um pouco Alice. Além disso, quanto mais feliz, mais maluca...

Bendita/Maldita saudade

Saudade. Merda. Saudade é uma merda. Uma merda porque toda hora te dá um nó na cabeça com pensamentos idiotas, te dá um nó na garganta com sentimentos presos, te dá um nó de lágrimas que você não consegue despejar. Saudade só serve para saber que você deseja algo que não pode ter no momento. Existem níveis de saudade. Existe a saudade "tô com saudade, mas tá de boa", existe a saudade "tô com saudade, mas vou sobreviver", existe a saudade "tô com muita saudade" e existe a saudade "acho que vou morrer até o dia de te reencontrar". E é através desses níveis que você percebe o quanto se tornou dependente da pessoa. Caso você se encaixe no último estágio da saudade, pode ter certeza que, pra você, só vai existir essa pessoa durante um bom tempo na sua vida. A saudade nos mostra o quanto dói ter alguém que você ama distante. Sei que é meio clichê, mas os minutos parecem horas, as horas parecem anos... O dia do tão esperado reencontro parece nunca ...

Carta a Eros

Eros, te escrevo essa carta para pedir-lhe um favor, talvez o maior de todos. Nunca tinha escrito-lhe algo, pois nunca achei necessário, contudo, dessa vez, as coisas parecem estar dando certo, parecem estar funcionando, parecem estar caminhando para um "happy end". Eu nunca tinha visto as coisas darem tão certo para mim no âmbito amoroso antes. E, me conhecendo do jeito que me conheço, sei que sou do tipo que, quando as coisas começam a funcionar, fujo, me esquivo, me escondo... Filho de Afrodite, te imploro, não me permita desistir, não dessa vez, não agora. Peço que me dê esperança, força, expectativa e perseverança o suficiente para acreditar nisso tudo, nessa felicidade, nessa história de amor. Tenho medo de tudo o que está acontecendo ser precipitado, tenho medo de estar deixando-me levar pelas borboletas no estômago. Mas, se eu não deixar que elas me levem, nunca saberei realmente o efeito da tal paixão, não é mesmo? Para saber como funciona isso tudo, devo dei...