Em 2020, resolvi reviver este blog após passar por muitas questões. Então, voltei, aos poucos, a escrever por aqui. No ano passado, passei por mais problemas e, em setembro, criei coragem para falar sobre isso. Mas, desde então, nunca mais voltei aqui. Porém, já há algumas semanas tenho sentido a vontade de sentar e escrever sobre os muitos pensamentos e sentimentos que têm me rondado ultimamente. O problema é que eu não criava coragem para o fazer.
Do fim do ano até agora, estive muito ocupada com as minhas obrigações profissionais e acadêmicas e, em seguida, me senti estafada. Ainda estou um pouco. E, no fim das contas, foi isso que me motivou a sentar em frente uma página em branco do blogger e começar a digitar este texto.
Há pouco menos que uma semana, mais exatamente na segunda-feira, dia 14/02, eu me senti exausta, o que não fazia sentido algum, já que era uma segunda-feira e eu faço de tudo para ter os fins de semana livres (é raríssimo me ver estudando ou trabalhando nesses dias). Foi assim que percebi que algo não estava certo. Lógico, eu trabalhei em escola, dei aulas particulares, fiz disciplinas da minha segunda habilitação na faculdade e tive problemas familiares em 2021 (e em 2020 também), além disso, no fim de 2021, me enfiei num processo seletivo. Mas era algo além disso. Eu estava emocional e espiritualmente esgotada. Por isso, desinstalei o instagram do meu celular.
Veja bem: eu não parei de acessá-lo 100%, uma vez que ainda me atualizo por alguns minutos via computador. Só que o número de vezes que o abro e o tempo que fico lá diminuíram drasticamente, até porque todos sabemos que a plataforma foi desenvolvida para ser viciante como app e, no chrome, ela não fica tão bacana assim...
E qual é o meu problema com o instagram em si? Bom... no fim de 2019, eu criei uma conta "profissional", para compartilhar coisas relativas ao meu trabalho enquanto professora (dicas, informações, conteúdo) e para falar sobre literatura e, desde então, tenho sentido a obrigação de aparecer e estar presente para não perder engajamento. O ponto é que o instagram não me rende dinheiro e, apesar de eu conseguir alguns alunos por ali, não é a minha fonte principal. Ademais, eu não pretendo (nem quero) viver de mídias sociais. Eu quero trabalhar na minha área: como professora mesmo ou revisora ou no mercado editorial, que seja, mas na minha área. Mas, com esse sentimento de obrigação, eu passei a usar menos as redes sociais (ficar menos tempo etc), porém passei a usá-las de uma forma muito mais desgastante: eu PRECISAVA postar, eu PRECISAVA produzir conteúdo, eu PRECISAVA mostrar que estava sendo produtiva. Assim, embora ficasse menos tempo nas redes sociais, o tempo que eu passava ali era voltado para uma cobrança interna absurda. E o meu emocional estava por um fio em 2020 e, no ano passado, nem por um fio ele estava mais...
O que eu não esperava era que, desde segunda, quando desinstalei o instagram e decidi usá-lo só pelo computador, eu me sentiria tão bem. Eu já tentei desinstalar o app outras vezes e, no dia seguinte, eu reinstalava. Mas agora não. Agora, eu estou muito bem sem ele. E foi por isso que eu senti falta de escrever de forma longa, lenta e profunda sobre algo que eu estava sentindo há tanto tempo. Não fazia sentido eu falar sobre esse sentimento na plataforma do instagram, afinal ele era o grande problema. E poder escrever muitos e muitos e muitos caracteres, sem me restringir ao número que o Zuckerberg me obriga nem me preocupar que não lerão a legenda, afinal "é uma rede social de fotos e vídeos", é LIBERTADOR! Pode ser que NINGUÉM leia esse texto, mas no fim das contas EU NEM LIGO.
Eu decidi que, para 2022, quero alimentar mais minha criatividade, cultivar hábitos que façam com que eu me sinta bem comigo mesma, ter mais tempo de qualidade com as pessoas que amo, consumir apenas conteúdos que me motivem a ser melhor versão de mim mesma e estar mais consciente do momento presente e daquilo que realmente importa. E, sem dúvidas, para isso, estar mais distante das mídias sociais (especialmente do instagram) é o primeiro passo.
A pandemia de COVID-19, a não vivência de diversos momentos e a dor causada pela perda de entes queridos no último ano me fizeram repensar muitas coisas sobre minha vida e sobre meus sonhos. Tenho 24 anos, tenho sangrado pra cachorro e ano passado uma parte de mim morreu, junto com a minha avó e com a Karou, minha coelhinha de estimação mais velha. Desde que adentrei na vida adulta vivenciei dores e medos que eu não esperava. Me vi, nos últimos 4 anos, mais vezes em hospitais do que esperava... E, bom, ano passado o mundo acabou... Sei que não fui a única que vivenciou coisas horríveis nesse período de pandemia; e eu nem posso dizer que as dores que vivi foram diretamente ligadas ao Coronavírus. Muito possivelmente, se ele não existisse, eu as teria vivido da mesma forma. São as fatalidades da vida, né? Ou: a única certeza que temos é a morte. Mas uma coisa que a quarentena e o distanciamento social fizeram foram me dar uma nova perspectiva sobre isso tudo. Ao passar pelas dores q...
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