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"Call my name and save me from the dark"

De uns tempos pra cá, tenho me tornado mais sombria, estranha, distante de todos. Tenho sido menos contente, menos amiga, menos esperançosa, menos eu. Ou mais eu?
De uns tempos pra cá, tenho sido fria, firme e obscura. Tenho tido muitos pensamentos, os quais, antes, nunca tinham me vindo à cabeça.
Ao som de Evanescence e fumando vários cigarros, tenho escrito, mas também tenho chorado. Não sei bem o que está acontecendo comigo... Viro a noite escrevendo, textos, poesias, angústias, dores. Coisas profundas demais para serem colocadas em um blog ou diário qualquer. Textos com uma complexidade e densidade emocional, que fariam qualquer ser humano normal cogitar suicídio.
Não é como se eu quisesse me matar, é como se eu quisesse renascer, num local diferente, cercada por pessoas diferentes, uma realidade nova e talvez a angústia passasse. Ou não. Isso não seria apenas uma forma de fugir de mim mesma?
Nunca me disseram que amadurecer seria tão doloroso, difícil e faria-me questionar tantas coisas e pessoas. Pessoas que antes eram minhas amigas, hoje tenho vontade de defenestrá-las. Antigos amores... (Uau!) Percebi o quanto eram (e ainda são) imbecis. Nada que envolva reais sentimentos, apenas desejos hormonais, por um simples fato: pessoas tão superficiais que chegam a me causar náuseas.
Quem é essa garota que está se apossando de mim agora? Por que ela questiona tudo o que vivi antes? Por que isso me faz vomitar? Chorar? Gritar? Quebrar coisas? Seriam soluções?
Não consigo mais sentir, por causa dela! Ela? Eu? Quem é ela? Será que "quem sou eu?" seria a melhor pergunta a ser feita?
O que está acontecendo comigo? Por que isso está acontecendo comigo?
Preciso sair disso, da última vez que me senti assim não foi simples resolver, não foi nada fácil. Envolveu remédios, análises, drogas e uma tentativa de suicídio me perpassou à cabeça.
Talvez exista alguém que possa me tirar desse buraco, talvez eu saiba exatamente quem, talvez eu só não queira me entregar, afinal, me entregar à insanidade é muito mais cômodo do que me entregar a uma paixão. Mas preciso sair disso ou não sobreviverei.


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